sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Agenda Cultural


 Projeto "Cultura Reggae"

A Banda Kazamata inicia 2011 com a agenda lotada na primeira semana de Fevereiro. A animação começou nesta quinta-feira, dia03, no Bar Canto da Cultura (antigo Companhia Paulista), Reviver, dando início ao projeto "Cultura Reggae" levando o envolvente ritmo jamaicano às ruas do projeto Reviver todas as quintas-feiras.


SERVIÇO

O que: Projeto "Cultura Reggae"- Show banda Kazamata e discotecagem DJ A Lenda Brother
Quando: Todas às quntas-feiras
Onde: Bar Canto da Cultura (antigo Companhia Paulista), Reviver
A partir das 20h
Ingressos no local







terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Mudança

6º Juizado Especial Cível passa
a funcionar em novo endereço

A juíza Lucimary Campos Santos informa, titular do 6º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo, informa que a unidade, antes localizada no bairro do João Paulo, passou a atender em novo endereço, na rua Raimundo Correia, 46, no Monte Castelo.

A mudança não altera a área de abrangência do juizado, que atende à população residente na Avenida João Pessoa (do retorno do quartel até o retorno da Cohama), João Paulo, Jordoa, Alemanha, Caratatiua, Ivar Saldanha, Vila Palmeira, Barreto, Ipase, Japão, Maranhão Novo, Bares, Castelão e Bom Clima.

Internet


Google cria ferramenta para visitação
virtual de museus em 360 graus

A Google lançou nesta terça-feira uma ferramenta on-line que permite a visitação virtual de 17 importantes museus em todo o mundo e sua coleção de mais de mil obras de arte. Por meio da tecnologia Street View e de um veículo exclusivamente desenvolvido para o projeto, o Google Art Project fotografou em 360 graus o interior de lugares como o MoMA, de Nova York, o Museu Van Gogh, em Amsterdã, a Tate Britain e a National Gallery, de Londres. O resultado é que pode-se andar pelas galerias assim como se passeia pelas ruas com o Google Street View, pelo qual também é possível acessar o Google Art Project.

"O projeto começou quando um grupo (de funcionários da Google) apaixonado por arte se juntou para pensar quando poderíamos usar nossa tecnologia para ajudar museus a tornar sua arte mais acessível" afirmou Amit Sood, chefe da nova ferramenta.

Além disso, cada um dos 17 museus escolheu uma única obra de arte de seu acervo para ser fotografado com câmeras de altíssima resolução, ou "gigapixel" (veja a lista completa no fim desta matéria). As imagens contém cerca de 7 bilhões de pixels, o que significa, segundo a Google, que é mais de mil vezes mais detalhada do que uma foto comum de câmera digital. Por meio da tecnologia do Picasa, serviço de fotos da empresa, um zoom especial permite que se esmiuce esses quadros em microdetalhes.

Todas as obras de arte listadas no Google Art vêm acompanhadas de informações como títulos originais, os anos em que foram criadas, suas dimensões e a quais coleções já pertenceram. Os usuários também podem criar suas próprias coleções e compartilhá-las pela web.

Amit Sood disse que o objetivo é acrescentar mais museus e obras de arte à ferramenta. Mas, segundo o jornal britânico "The Telegraph", a Google enfrenta dificuldades para expandir a funcionalidade. Certos museus seriam contrários à ideia de ter um carrinho circulando e fotografando tudo entre seus corredores e disponibilizando as imagens on-line. O jornal cita o Prado de Madri e os museus do Vaticano, em Roma. A publicação listou outros problemas do serviço :

"É um problema filosófico denso, mas meu instinto me diz que eu preferiria visitar a National Gallery e ver 'Os Embaixadores' de Holbein com meus próprios olhos a examiná-lo por meio do prisma de "super-alta resolução" da Google. Sempre. O Google Art Project é uma fonte maravilhosa, mas não substitui a experiência de olhar de verdade para uma obra de arte."

RECURSOS


Castelo assina contrato para viabilizar
Programa Bolsa Família Municipal

O prefeito de São Luís, João Castelo, assinou, na última sexta-feira (28), no auditório Reis Perdigão, um acordo de cooperação com a Caixa Econômica Federal. O ato visa à integração do Programa Municipal Bolsa Família ao Bolsa Família Federal. A solenidade celebrou a assinatura do contrato que viabilizará o repasse dos recursos às famílias beneficiadas.

"A assistência às famílias carentes é um compromisso indeclinável da nossa administração. Como eu tenho dito sempre, a prioridade de todo o nosso trabalho é a criatura humana. Vamos ampliar e aperfeiçoar o Bolsa Família, vamos continuar dando toda assistência ao social porque - volto a repetir – a criatura humana sempre foi e continuará sendo o principal foco de todos os nossos trabalhos”, ressaltou João Castelo.

O programa tem como objetivo operacionalizar a pactuação da Prefeitura de São Luís com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, inserindo as famílias em situações de vulnerabilidade ou que apresentam grandes dificuldades em prover o sustento dos filhos e que ainda não tiveram acesso ao Bolsa Família Federal. Com este acordo de cooperação, a Prefeitura de São Luís se responsabiliza em repassar às famílias beneficiadas parte do recurso que completa o teto de R$ 100,00 (cem reais).

Além do prefeito, o contrato foi assinado pelo gerente regional de Canais da CEF, Kadmo Ariston Costa Moura, que na cerimônia representou a Superintendência da Caixa Econômica Federal no Maranhão. Em breve discurso, Kadmo Moura destacou a importância do contrato, acentuando que “a Caixa Econômica, como um banco social, continuará à disposição da Prefeitura de São Luís para a celebração de futuras e novas parcerias”.

Ao lado da secretária municipal da Criança e Assistência Social, Roseli Ramos, Kadmo Aristão Moura (Caixa), dos vereadores Vieira Lima e José Joaquim, e de Maria José Cutrim Diniz, representante das famílias beneficiadas da Bolsa Família da área do Itaqui-Bacanga, João Castelo destacou a importância deste projeto que irá beneficiar a população mais carente de São Luís. “É meu dever priorizar os menos favorecidos desta cidade, buscando recursos que efetivem uma vida mais digna”, afirmou.

Melhorias - A titular da Semcas, Roseli Ramos, lembrou que projetos como o Bolsa Família são necessários para amenizar a situação de muitas famílias em suas necessidades de sobrevivência. “É preciso ressaltar que a maioria das famílias não consegue chegar ao caminho de acesso aos recursos do Bolsa Família Federal. Por isso, comemoramos esta assinatura, pois ela viabilizará a melhoria da subsistência das famílias, auxiliando na educação de muitas crianças, adolescentes e jovens”, disse.

Roseli Ramos explicou que as equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) irão acompanhar de perto as famílias beneficiadas na pactuação, auxiliando com projetos de melhoria de renda, como os cursos de profissionalização. Kadmo Aristão Moura também comemorou a assinatura do contrato com a Prefeitura lembrando que “a Caixa faz parte da rede social do Governo Federal, enfatizando que é muito importante contribuir com a construção de um país melhor”.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Emissão de posse

Prefeitura vai tomar posse do terreno
que sediará hospital de emergência

O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Raimundo Nonato Neres Ferreira, deferiu ação de imissão de posse do terreno localizado na Avenida Luís Eduardo Magalhães, onde a Prefeitura de São Luís construirá o Hospital Central de Emergência. A ação foi impetrada pela Procuradoria Geral do Município.

Segundo o procurador-geral do Município, Francisco Coelho Filho, a Prefeitura já havia decretado a desapropriação direta do imóvel, existente no terreno, por utilidade pública. Ele explicou que a ação de imissão de posse foi precedida do depósito da devida indenização em juízo.

O procurador explicou que a área é foreira do município e como já havia sido aforada, a Prefeitura teve que partir para os direitos legais. O primeiro passo foi decretar a área de utilidade pública. Em seguida, a PGM entrou com uma ação de desapropriação, baseada na declaração de utilidade pública, para que o município pudesse fazer a indenização de quem estava na área.

“Depositamos o valor da indenização em juízo e, a partir daí, buscarmos a imissão de posse. Então todos os meandros legais para a concepção da construção do hospital já foram superados”, garantiu o procurador. A ação de imissão de posse é o meio processual cabível para conferir posse. Com a decisão, a Justiça reconheceu o direito legal de posse da Prefeitura de São Luís em relação ao terreno localizado na Avenida Eduardo Magalhães.

Prioridade - “Todos sabemos das dificuldades da saúde do nosso Estado e, em especial, de São Luís. Uma das prioridades da administração João Castelo é justamente construir esse grande hospital de emergência para desafogar os socorrões”, justificou Francisco Coelho.

O procurador lembrou ainda que, com a realização da obra, o prefeito atenderá a um anseio antigo da população de São Luís. “A capital maranhense terá um hospital de referência no Norte e Nordeste, que servirá, efetivamente, ao interesse público”, afirmou.

Segundo o procurador, o início da obra do hospital deve ser imediato, uma vez que o único entrave era a questão legal, já resolvida com a decisão do juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública. Francisco Coelho lembrou, ainda, que a área do terreno, na Avenida Eduardo Magalhães, passou por estudos técnicos antes de ser escolhida para a construção.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Diplomacia americana




13 fatos sobre o Brasil
revelados pelo WikiLeaks

Ana Carolina Prado

Desde 2006, ano em que foi criado, o site WikiLeaks já publicou mais de 1 milhão de documentos confidenciais enviados por fontes anônimas. Mas foi em 2010 que ganhou fama mundial, com o vazamento de um vídeo mostrando um ataque norte-americano contra funcionários da Reuters e outros civis em Bagdá. Neste ano, o site ainda revelou dezenas de milhares de arquivos da inteligência norte-americana sobre as ações no Afeganistão e Iraque. E agora, com a divulgação de cerca de 250 mil telegramas diplomáticos secretos do Departamento de Estado dos EUA, a coisa pegou fogo mesmo.

O fundador do WkiLeaks, o australiano Julian Assange, está preso desde o dia 7 de dezembro por acusações de agressão sexual. Seus defensores dizem que o verdadeiro motivo está relacionado ao site e até o presidente Lula manifestou apoio a ele. Dentre os documentos revelados, muitos tratam da relação entre os EUA e o Brasil. Listamos 13 informações vazadas que revelam um pouco da visão que os americanos têm de nós.

1- Jeitinho brasileiro pode atrapalhar realização das Olimpíadas no Rio

Em um relatório com o título “Olimpíadas do Rio – O Futuro é Hoje“, a Ministra Conselheira da Embaixada americana Lisa Kubiske reclama das muitas promessas e pouco planejamento e ação do governo brasileiro. “Articular os objetivos mais amplos e deixar os detalhes para o último minuto pode ser o jeito tipicamente brasileiro, mas pode gerar problemas”, diz ela. “Os atrasos que esperamos do governo brasileiro em planejar e executar os trabalhos de preparação para uma Copa do Mundo e Olimpíadas bem-sucedidas com certeza vão gerar um ônus maior para o governo americano poder garantir que os padrões necessários serão alcançados”. Os EUA estão coordenando a ampliação de pessoal, estrutura e recursos para ajudar.

2- Brasil quer (neuroticamente) ser igual aos EUA

Um telegrama datado de novembro de 2009 que discutia o rumo das Relações Exteriores no Brasil diz: “O Brasil considera entrar em uma competição com os Estados Unidos na América do Sul e desconfia das intenções americanas (…) O Brasil tem uma necessidade quase neurótica de ser igual aos Estados Unidos e de ser percebido como tal”.

3- Brasileiros querem ser “independentes” ( entre aspas mesmo!)

Em telegrama enviado em janeiro de 2009 a Washington, o ex-embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel (que deixou o cargo no começo do ano), deu algumas alfinetadas no Plano Nacional de Defesa anunciado por Lula no fim de 2008. Ele explica que a estratégia foi montada a partir da intenção do Brasil de ser “independente” (é, ele usou o termo entre aspas três vezes no documento). Em relação à compra dos caças franceses, diz que “não faz sentido economicamente” devido ao número relativamente pequeno. “Mas [o então Ministro do Planejamento Roberto Mangabeira] Unger “dá mais importância à ‘independência’ do que à capacidade militar ou ao uso eficiente de recursos”.

4- Brasileiros são paranoicos em relação à defesa de territórios

A diplomacia americana também criticou a “tradicional paranoia brasileira” na defesa da fronteira amazônica “contra atividades de organizações não-governamentais e outras atividades estrangeiras vistas popularmente como ameaças potenciais à soberania nacional”. A área das reservas do Pré-Sal seria outro alvo dessa paranoia: “Não há nenhuma ameaça às reservas de petróleo brasileiras, mas os líderes brasileiros e a mídia têm citado as descobertas de petróleo no mar como razão urgente para melhorar a segurança marítima”, diz o telegrama escrito pelo embaixador norte-americano de janeiro de 2009.

5- Apagão de 2009 deixou EUA preocupados

O apagão que aconteceu em novembro de 2009 e deixou 18 estados brasileiros no escuro virou tema de relatórios da embaixada americana e de preocupações com a segurança da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, ambas no Brasil. “A preocupação, recentemente ampliada, com a infraestrutura brasileira depois do blackout (..) apresenta uma oportunidade para os EUA se envolverem no desenvolvimento da infrastrutura e segurança cibernética”, escreveu a conselheira para assuntos administrativos da embaixada, Cherie Jackson, num telegrama a Washington. Segundo ela, autoridades brasileiras “admitem a possibilidade de um ataque durante esses eventos” e estariam identificando as instalações que precisam ser protegidas.

6- Brasileiros rejeitaram prisioneiros de Guantánamo

Telegramas confidenciais enviados a Washington em de outubro de 2005 pelo então embaixador americano em Brasília, John Danilovitch, revelou que o Brasil foi procurado pelos EUA para receber refugiados prisioneiros uigures (minoria muçulmana de língua turca do noroeste da China) de Guantánamo, mas recusou a oferta. Os refugiados não podiam voltar à China por receio de que viessem a ser mortos ou torturados. Segundo o documento, o Ministério de Relações Exteriores “disse que o governo brasileiro não pode aceitar imigrantes de Guantánamo porque é ilegal designar como refugiado alguém que não está em solo brasileiro”. Outros dois telegramas mostram que o Brasil manteve o mesmo discurso quando procurado para receber cubanos que fugiram do regime de Fidel Castro, em 2005.

7-Presidente Lula, o esquerdista pragmático

Num telegrama de fevereiro de 2009, o então embaixador americano Clifford Sobel descreve o presidente Lula como um “esquerdista pragmático” e diz que ele “não é o principal arquiteto da política externa de sua administração”. O documento diz que, embora o presidente tenha chegado ao poder sem nenhuma experiência e “com a idéia esquerdista de que os países mais desenvolvidos estão contra os menos desenvolvidos”, ele se saiu muito bem na política externa pela sua “propensão a assumir uma abordagem pragmática em vez de ideológica”. Mas há um problema: “ainda existe uma tensão notável entre as ações e a retórica do presidente, que muitas vezes assume um discurso de ‘norte contra sul’ ou ‘nós contra eles’”, diz o embaixador.

8- Lula é encantador (para Michelle Bachelet, pelo menos)

Para a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, nenhum dos candidatos à presidência do Brasil possuía as qualidades de Lula. “Ela descreveu José Serra como arrogante e (…) Dilma Roussef como distante e formal”, diz um relatório americano de janeiro deste ano. O documento revelou também que, para ela, o Brasil não representava um papel assim tão importante na maioria dos assuntos da América Latina. “Por outro lado, o Brasil tem sido sempre um bom aliado para o Chile, ela afirmou, descrevendo o presidente Lula como inteligente e encantador”.

9- Brasil prende terroristas árabes em segredo

Documentos confidenciais revelaram operações antiterroristas no Brasil com o apoio americano. Um relatório de dezembro de 2009 da embaixada americana cita a prisão, em maio daquele ano, de um integrante da Al Qaeda em São Paulo, feita pela Polícia Federal. E esse não foi um fato isolado. “A polícia frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a isso para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo“, disse o então embaixador Clifford Sobel em outro relatório, de janeiro de 2008. O governo sempre negou a existência de atividades terroristas no Brasil e isso se daria “em parte pelo medo da estigmatização da grande comunidade islâmica no Brasil. Também é uma postura pública que visa evitar associação à guerra ao terror dos EUA, vista como agressiva demais”, diz ele.

10- Será preciso suar para conquistar a confiança dos brasileiros

Um documento da embaixada americana revela a preocupação com o ceticismo brasileiro a respeito da sinceridade do interesse dos EUA em seu relacionamento com o Brasil e a região como um todo. “Existe uma falta de visibilidade em relação ao lado positivo da América, o que a América tem feito, inclusive nossa preocupação histórica para com o bem comum e nossa tradição de responsabilidade corporativa e serviços à comunidade. Devemos encontrar formas de alterar estas percepções, enfocando projetos e parcerias que demonstrem o nosso compromisso e preocupação genuína com o povo do Brasil”, diz o texto.

11- Nordeste pode ser caminho para EUA ganhar simpatia dos brasileiros

Já que o Brasil mantém essa desconfiança em relação às intenções americanas, os EUA vêem como opção atuar em áreas menos ideológicas. Relatório do governo sugere, por exemplo, maior engajamento junto ao nordeste brasileiro, “uma região com mais de 50 milhões de pessoas, com enormes disparidades na distribuição de renda e um padrão de vida inferior ao da Bolívia”. Mais do que isso, “essa região poderia ser o segundo maior país em tamanho e população da América do Sul”. Outra opção é ajudar no combate ao crime. “O crime também é uma preocupação constante nesse violento país e é um campo em que nós poderíamos ter um impacto significativo”, continua o texto.


12- Governo americano não botava fé na Dilma como empreendedora por ser ex-guerrilheira


Apesar da desconfiança, a embaixada americana revelou o alto grau de interesse do governo brasileiro em ampliar as relações comerciais e criar novas parcerias público-privadas com os EUA. A surpresa vem da adesão de Dilma Roussef à ideia: “Este sentimento pode até mesmo ser ouvido de Dilma Rousseff, cujo passado ideológico como militante de esquerda dificilmente sugere tal espírito empreendedor”.


13- França e Brasil: o início de uma relação de amor


A relação entre o Brasil e a França foi tema de um relatório com o título acima, feito em novembro de 2009 pela embaixada americana em Paris. Segundo o documento, deverá ocorrer um maior engajamento político, militar, econômico e diplomático nos próximos anos entre os dois países e isso deve beneficiar a reeleição do presidente francês Sarkozy. “Empenhado em expandir o papel da França como intercessor global”, ele irá ampliar sua presença na América Latina e poderá usar o “triunfo da política externa com o Brasil como uma indicação de suas proezas” para a reeleição em 2012.


Reconhecimento


Papa Bento XVI promulga
beatificação de Irmã Dulce

O papa Bento XVI autorizou nesta sexta-feira, dia 10, no Vaticano, a promulgação do decreto de beatificação da freira baiana Irmã Dulce. O pontífice hoje recebeu, em audiência, o cardeal italiano Angelo Amaro, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que havia dado voto favorável e unânime ao reconhecimento. Com isso, Irmã Dulce receberá o título de Beata e ou Bem-Aventurada e o processo de canonização já poderá ser iniciado.

Segundo o médico Sandro Barral, um dos peritos que participou do processo de análise do milagre atribuído a Irmã Dulce, a graça ocorreu em 2001, em uma cidade do interior do Nordeste do Brasil. "Foi um caso de pós-parto, onde a paciente apresentava um quadro de forte hemorragia não controlável. Em um período de 18 horas, por exemplo, ela chegou a passar por três cirurgias, mas o sangramento não cessava. Contudo, sem nenhuma intervenção médica, a hemorragia subitamente parou e a paciente passou a ter uma impressionante recuperação", explicou o médico.

Segundo relatos da época, o fim do sangramento aconteceu no mesmo instante em que um grupo de orações pedia a intercessão de Irmã Dulce em favor da parturiente. A corrente de orações foi proposta por um sacerdote, contemporâneo de Irmã Dulce, que chegou, inclusive, a enviar para a família dela um pedaço de tecido do hábito que pertenceu à religiosa - diz o assessor de Memória e Cultura das Obras, Osvaldo Gouveia.

Ainda segundo o processo, ao ser chamado ao hospital onde a parturiente estava, o médico que a atendia achou na ocasião que estava indo assinar seu atestado de óbito, já que o caso era grave. Ao chegar ao local, encontrou a mãe já recuperada do sangramento e com o bebê em seus braços. A identidade da paciente e o local do milagre só poderão ser revelados um mês antes da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce.

A concessão do título de Beato ou Bem-aventurado é o reconhecimento de que a pessoa viveu e praticou as virtudes cristãs em 'grau heróico'. Para a canonização, é preciso o reconhecimento de mais um milagre atribuído à intercessão do beato. Um dia após o decreto papal, o processo para que Irmã Dulce se torne santa já pode ser iniciado.

O milagre validado pelo Vaticano passou por três etapas de avaliação: uma reunião com peritos médicos (que deram o aval científico), com teólogos, e, finalmente, a aprovação final do colégio de cardeais. A autenticidade do milagre foi reconhecida de forma unânime em todos os estágios. Uma graça só é considerada milagre após atender a quatro pontos básicos: a instantaneidade, que assegura que a graça foi alcançada logo após o apelo; a perfeição, que garante o atendimento completo do pedido; a durabilidade e permanência do benefício e seu caráter preternatural (não explicado pela ciência).

"O milagre apresentado no processo foi examinado por especialistas do Brasil e de Roma. Um reconhecimento que vem mais uma vez confirmar a vida de virtudes de Irmã Dulce, que teve trajetória com total dedicação aos pobres e doentes", afirmou Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo primaz do Brasil.

A causa de beatificação de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro de 2000. Os teólogos que estudaram a vida e as obras da freira a definiram como a "Madre Teresa do Brasil", pelas semelhanças do seu testemunho cristão com Madre Teresa de Calcutá. Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, nasceu em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador.

Chamada pelo escritor e devoto Jorge Amado de Santa Dulce da Bahia, a freira comoveu a Bahia em seus 77 anos de renúncias e dedicação aos pobres. Desde o dia 13 de março de 1992, data de sua morte, o número de graças concedidas pela intercessão de Irmã Dulce tem se multiplicado em todo Brasil.

Batizada de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a professora de história e geografia resolveu homenagear a mãe, que morreu quando ela tinha apenas 6 anos, ao se ordenar freira da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, aos 20 anos. Dali em diante, ela seria conhecida, e cultuada, como Irmã Dulce.  A dedicação aos necessitados começou bem antes de seu ingresso na vida religiosa. Aos 13 anos, após conhecer uma comunidade carente na companhia de uma tia, Irmã Dulce começou a ajudar aos necessitados na porta de sua casa, em Salvador.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

fa(o)tos









Os artistas nova-iorquinos Chadwick Gray e Laura Spector recriam pinturas clássicas usando o corpo humano como tela no projeto "Anatomia de Museu". Iniciado em 1995, o projeto reúne uma série de fotografias das reproduções, que são feitas por Spector no corpo de Gray. O artista performático, de 38 anos, tem que permanecer imóvel por até 15 horas para cada quadro pintado nele. No total, Gray já passou mais de 800 horas como plataforma para a pintura. Depois de reproduzidas no corpo de Gray, as pinturas são fotografadas por Laura Spector e impressas no tamanho do quadro original. O trabalho de Chadwick e Spector está em coleções privadas por todo o mundo.

Lançamento


Che Guevara ganha
biografia em estilo mangá

Che Guevara está com um novo look. A clássica imagem do guerrilheiro argentino, retratada na imortal foto de Alberto Korda - cabelos desalinhados, barba por fazer, traços latinos -, foi reciclada no livro "Che: a manga biography". Ele aparece menos endurecido e cheio de ternura, com traços infantis, exagerados, a cabeça bem maior, os lábios finos e minúsculos e os olhos, claro, quase sempre cerrados.

O visual "made in Japan" é cortesia da ilustradora Chie Shimano, que divide a autoria do livro - recém-lançado no exterior pela editora Penguin - com o escritor Kiyosi Konno. Os dois japoneses são os responsáveis por essa biografia light, em estilo mangá, do icônico e controvertido revolucionário, aliado de Fidel Castro na Revolução Cubana, assassinado no interior da Bolívia em 1967.

Não é a primeira vez que a história de Che ganha uma versão em quadrinhos. O escritor Sid Jacobson e o desenhista Ernie Colón lançaram este ano também a HQ espanhola "Che: una biografia grafica". Há também a graphic novel "Che" (Conrad), do sul-coreano Kim Yong-Hwe, publicada em 2006. Bem antes deles, em 1969, o argentino Hector Oesterheld e o uruguaio Alberto Breccia haviam assinado "Che: os últimos dias de um herói" (Conrad) - censurado em 1973 pelo governo militar da Argentina, que prendeu, torturou e matou Oesterheld.

Filme - O que diferencia "Che: a manga biography" dessa leva de bandas desenhadas é o seu descarado apelo pop, desvendado já nas primeiras das 176 páginas do livro, quando, numa espécie de prólogo, uma repórter pergunta a dois garotos por que eles estão usando uma camiseta de Che, embora não conheçam o personagem. "Porque ele parece legal", responde um deles.

Daí em diante, é descrita, sem grandes curvas contestatórias, a trajetória de Che. Dividido em cinco capítulos - "Explorer", "Outsider", "Guerilla", "Revolutionary" e "Legend" - o livro mostra a evolução do mitológico personagem, da infância na Argentina, lidando com a asma, até o tiro final, nas selvas bolivianas. Lá estão a já famosa viagem de motocicleta pela América do Sul, ao lado do amigo Alberto Granado (o filme "Diários de motocicleta", de Walter Salles, é citado como referência pelos autores), a paixão pela medicina, o primeiro encontro com Fidel Castro no México, a adesão à guerrilha cubana, a vitória frente às forças de Fulgencio Batista, a crise dos mísseis (momento em que os traços se tornam mais dramáticos e intensos), a partida de Cuba e a (desastrada) tentativa de exportar a revolução pela África e América Latina.

Sem menções aos fuzilamentos em Cuba ou qualquer desvio de conduta do personagem principal, Chie encerra o livro narrando o seu encontro, em Tóquio, com uma das filhas de Che, Aleida Guevara, com a qual discute uma doce carta de despedida deixada por ele. Mesmo transformada em "Che: a manga biography", a imagem do mito segue sem arranhões e cada vez mais pop.

Nova Lei


Comissão aprova novos critérios
para incentivos culturais

Alice Portugal diz que a proposta recebeu amplo apoio do setor cultural.A Comissão de Educação e Cultura aprovou nesta quarta-feira a proposta de criação do Programa Nacional de Fomento à Cultura (Procultura), que substitui a Lei Rouanet (8.313/91). A proposta estabelece os critérios de distribuição dos recursos originários do incentivo fiscal à cultura.

O Ministério da Cultura pretende dobrar o valor dos recursos de estímulo a projetos do setor no País, após a aprovação final do Procultura. A proposta ainda precisa ser analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Senado.

A proposta (PL 6722/10), do Executivo, foi alterada pela relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que apresentou substitutivoEspécie de emenda que altera a proposta em seu conjunto, substancial ou formalmente. Recebe esse nome porque substitui o projeto. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação, mas pode ser rejeitado em favor do projeto original. no mês passado, com alterações negociadas em encontros realizados em diversos estados, dos quais participaram artistas, produtores, patrocinadores, autores, professores de arte, técnicos e gestores da cultura.

Recursos - Conforme o texto aprovado (http://www.camara.gov.br/sileg/integras/827091.pdf), o Procultura observará as diretrizes estabelecidas pela Comissão Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura (Cnic), órgão colegiado do Ministério da Cultura com composição paritária entre governo e sociedade civil/empresariado, assegurada na composição a diversidade regional e cultural.

Pela proposta, o dinheiro destinado aos projetos culturais fica concentrado no Fundo Nacional de Cultura (FNC), criado em 1986, formado principalmente por doações de empresas (que deduzirão os valores do Imposto de Renda) e de no mínimo 40% do orçamento do Ministério da Cultura.

Reportagem da TV Câmara ajuda a entender a Lei Rouanet e o Procultura. A proposta estabelece que 80% dos recursos do FNC serão destinados aos proponentes culturais da sociedade civil não vinculados a patrocinador incentivado ou a poder público nos estados e municípios. Por esse mecanismo, os artistas e produtores que têm um projeto não precisarão mais recorrer às empresas para conseguir o dinheiro, como ocorre hoje.

O Ministério da Cultura estima que 80% desses artistas não conseguem um patrocinador. Assim que o projeto for aprovado pelo Ministério da Cultura, o artista já recebe o dinheiro sem precisar captar os recursos. Com o novo formato, o governo federal pretende também desconcentrar os incentivos culturais que hoje predominam no eixo Rio-São Paulo, ampliando o benefício para todas as regiões do País e todos os segmentos culturais.

Critérios - O texto aprovado lista uma série de critérios para a avaliação de projetos culturais que são financiados por empresas privadas por meio de isenções fiscais concedidas pelo governo. Entre esses critérios, está a gratuidade ou não do espetáculo, o alcance do projeto entre as regiões do País, se a natureza dele é experimental e se a produção é independente. Cada aspecto analisado tem uma pontuação correspondente, cuja soma determina em que faixa de isenção fiscal ele se enquadra: 40%, 60% ou 80%. Essa análise será feita por uma comissão, composta por representantes do governo e da sociedade civil.

Atualmente, a Lei Rouanet estabelece faixas pré-fixadas de abatimento de imposto, que variam de acordo com o tipo de produção artística financiada (dança, música, circo, etc). A isenção pode chegar a até 100% do valor investido – ou seja, no balanço final, as empresas podem imprimir suas marcas em projetos culturais sem dispor de recursos próprios. O substitutivo exclui essa possibilidade. Com isso, as empresas privadas passarão a contribuir necessariamente de forma direta com os projetos culturais.

Alice Portugal considerou vagos os critérios de avaliação existentes na proposta do Executivo. Alguns exemplos dos parâmetros questionados pela deputada são: “contribuição para preservação, memória e tradição”; “contribuição à pesquisa e reflexão”; e “desenvolvimento das cadeias produtivas culturais”. Além disso, a parlamentar lembra que o texto original não estabelece o peso de cada critério avaliado.