sábado, 9 de junho de 2018

Publicitários maranhenses agora tem representação


Foi instalada ontem em São Luís a primeira Delegacia Regional da Federação Nacional das Agências de Propagada, onde foram eleitos o delegado Almenbergues Jales e seu substituto Jeanpierre Silveira. Ambos foram eleitos por unanimidade por representantes de 24 agências contribuintes da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro). Estiveram presentes no pleito a representante da Fenapro, Helena Zoia, e o presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade do Maranhão (Abap), Filipe Ladeira.

Após a eleição, ocorrida de forma direta entre os representantes de agências publicitárias e legitimada pela representante da Fenapo, foi realizada uma coletiva de imprensa para apresentar os eleitos, que explicaram a função da delegacia, que tem como objetivo regularizar a representação das agências de propaganda locais e auxiliar no desenvolvimento do mercado publicitário do estado.

“Foi um trabalho que já estávamos buscando, porque aqui no Maranhão nós não temos um sindicato das agências. Estamos há um bom tempo sem representação. Então, essa foi a forma que encontramos de darmos o primeiro passo para nos organizarmos e construirmos um sindicato que represente nossa categoria. Feito isso, a Delegacia Regional da Federação Nacional das Agências de Propagada deixa de existir. Portanto, a delegacia esta sendo instalada por conta da ausência de um sindicato”, disse o delegado eleito Almenbergues Jales.

Além de ser uma representação da categoria, a delegacia é também um órgão que pode fiscalizar ou enquadrar as agências filiadas ao órgão, como explica a representante da Fenapro, a advogada Helena Zoia, que informou ainda que o órgão tem representação em todos os estados, faltando somente o Maranhão.

“A delegacia, além de ser uma representação da Fenapro no estado, ela é um órgão que pode receber denuncia de qualquer natureza, e as agências vão poder contar com uma assistência jurídica. Digamos que problemas com edital de licitação, direito autoral, fotografia sem autorização do profissional e tudo a respeito da comunicação publicitária podem ser trazidas até nos com a certeza de que as providências serão tomadas imediatamente, de forma jurídica ou até mesmo de forma informal, por meio de diálogo ou por representação ao órgão responsável”, explica a Zoia.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade do Maranhão a presença da Fenapro no Estado vai agregar as 44 agências contribuintes da Fenapro em resolver problemas em comum entre elas, por exemplo. “Temos hoje no Maranhão 44 agências trabalhando dia a dia. Umas com 30 anos de mercado, outras com 20 anos, e temos também agências com dois anos e de um ano de mercado. Essas agências passam por necessidades e demandas comuns, só que elas não conversam entre sim. Então a gente enxerga a Fenapro como uma oportunidade das agências se encontrarem e compartilharem algumas angústias e necessidades. Então, ter uma representação da Fenapro aqui é uma oportunidade de desenvolver essas empresas”, explicou o presidente da Abap, Felipe Ladeira.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Deputado defende revisão do Plano Diretor de São Luís


O deputado Max Barros (PMB) defendeu, hoje (5), a revisão do Plano Diretor do Município de São Luís. Ele frisou que se trata de um tema fundamental para o planejamento e o desenvolvimento da capital maranhense. “O Jornal Pequeno, na edição comemorativa de seus 67 anos de fundação, transcorridos na semana passada, abordou com destaque este assunto, que é um tema muito importante e que promove o planejamento e crescimento de uma cidade de maneira ordenada, sustentável, preservando o meio ambiente e valorizando o cidadão e a pessoa humana em geral”, salientou.

Max Barros lembrou que o traçado urbanístico de São Luís foi concebido pelo engenheiro Francisco Frias Mesquita, no século XVII. Desde então, segundo o deputado, a cidade foi crescendo, ao longo de 300 anos, sem nenhum código, sem nenhuma lei, apenas com o traçado urbanístico que fora concebido por Frias Mesquita. Somente em 1936, o engenheiro Otacílio Saboia fez o primeiro Plano Diretor de São Luís. Em 1938, dois anos depois, veio o segundo plano na época em que Pedro Neiva de Santana era prefeito de São Luís.

“Naquela época, não existia a Ponte José Sarney ligando o Centro Histórico com a Cidade Nova, nem a Zona Sul. que seria a zona industrial, tal seja, a área Itaqui-Bacanga. Havia, sim, uma zona residencial ao longo do Caminho Grande, que é a Avenida Getúlio Vargas, crescendo no sentido do Monte Castelo, Filipinho, até chegar ao Anil”, detalhou o parlamentar.

Dez anos depois 

Ele frisou que, depois, em 1975, foi elaborado um outro plano e, a partir de 1988, todos os planos diretores passaram a levar em consideração a função social do solo e houve outros planos diretores, sendo que o último foi feito em 2006, o qual já previa a revisão, dez anos depois.

“Portanto, a Câmara Municipal já deveria ter feito a revisão do Plano Diretor, em 2016, mas não está cumprindo o que previu a legislação. Então, este é o momento de valorizar o Centro Histórico de São Luís, que é uma preciosidade, um selo para o turismo do Maranhão. Lá tem toda a infraestrutura elétrica, hidráulica, sanitária, saneamento, iluminação e hoje está se acabando”.

Max Barros afirmou que uma solução é valorizar no Plano Diretor todo o entorno do Centro Histórico, para que tenha atratividade econômica. Outra questão de fundamental importância, segundo o deputado, é a ambiental, a preservação das bacias hidrográficas que existem na ilha de São Luís, para que sejam preservadas as nascentes desses rios e também as matas ciliares.

Max Barros disse ainda que há necessidade de flexibilizar o Plano Diretor para que se permita o crescimento vertical da cidade, de maneira que caia o valor dos terrenos e as pessoas fiquem mais próximas do seu local de trabalho.“Aproveito, então, para fazer aqui esse chamamento, solicitando aos senhores vereadores que façam a revisão do Plano Diretor e levem em consideração a questão do Centro Histórico, da preservação ambiental e do crescimento urbano de maneira vertical, de maneira que as pessoas não tenham que morar longe do seu local de trabalho, do comércio e das áreas de serviços”, ressaltou.

Brasil e EUA retomam negociações para uso da base de Alcântara


Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, confirmou na última segunda-feira (04), que foram retomadas as negociações para um acordo tecnológico entre Brasil e Estados Unidos para viabilizar o uso do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

A informação foi divulgada após um encontro entre Nunes e o secretário de estado americano, Mike Pompeo, em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA). O acordo de salvaguarda já era esperado, uma vez que companhias aeroespaciais estiveram em Alcântara em dezembro do ano passado, demonstrando interesse na tratativa.

Em fevereiro deste ano, o site Reuters divulgou que representantes do governo brasileiro, junto com companhias espaciais dos dois países, realizaram uma teleconferência com uma autoridade da Casa Branca que foi questionada se o governo Trump concordaria com um acordo de salvaguardas tecnológicas com o Brasil. O objetivo do Brasil seria impulsionar o programa espacial do país, atraindo clientes para Alcântara como uma alternativa de menor custo em relação à base espacial europeia localizada na Guiana Francesa.

A última tentativa de uma parceria semelhante foi entre 2002 e 2003, quando o acordo foi rejeitado por parlamentares do Congresso Nacional brasileiro, que consideraram inaceitável o sigilo total sobre os lançamentos a serem feitos. Desde então, os Estados Unidos se recusaram duas vezes à estabelecer novos diálogos.

Desta vez, Aloysio Nunes garante que os diálogos estão sendo realizados com vistas à defender que não haja nenhuma violação à soberania nacional. “Nós estamos começando agora a discussão para ver quais pontos podem ser mantidos e onde é possível mudar”, enfatizou o chanceler brasileiro em Washington. O ministro ainda informou que entre os dias 26 e 27 de junho o tema será tratado durante a visita do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, ao Brasil.

Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)

O Brasil abandonou planos de construir seu próprio foguete para transportar grandes satélites após uma explosão que matou 21 pessoas no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) , em 2003. Desde então, a base está subutilizada, sob proteção da Força Aérea Brasileira (FAB), e nunca conseguiu colocar nenhum satélite na órbita da Terra.

Ainda em 2003, uma empresa binacional ACS (Alcântara Cyclone Space) foi criada entre Brasil e Ucrânia para lançar foguetes produzidos no leste europeu a partir do CLA. Apesar disso, nunca houve se quer um lançamento, o que levou o governo brasileiro em 2015, a denunciar o acordo e solicitar o encerramento das atividades da ACS.

Questão fundiária é um dos principais gargalos do agronegócio no Estado


No cenário do agronegócio brasileiro, Maranhão produz apenas 1,5% de toda produção de arroz no Brasil, assim como outros produtos, estamos sempre em um escala bem menor em comparação a cadeia produtiva de outros estados do país. E os principais gargalos para que a essa produção não crescer é a questão fundiária, falta de crédito e de tecnologia. Essa informação é do gerente de assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Epitácio Rocha, um dos responsáveis do programa Agrodiálogos, que vem desde abril dialogando e passando informações para esses produtores rurais do interior do Maranhão.   

“A maioria das terras não são regularizadas, e sem documentação das terras não tem como o produtor conseguir crédito com os bancos financiadores. Ou seja, fica impedido de investir na sua produção. Outra deficiência é a tecnológica. Poucos produtores têm assistência técnica contínua da sua propriedade”, explica Epitácio, que quanto à assistência tecnológica, o Senar ainda presta algum serviço a essas comunidades, com visitas de técnicos para explicarem como fazer.

“Apesar de o governo está realizando vários programas para esses produtores, eles ainda não chegaram a todo o Estado, por isso que temos essa parceria para que eles possam identificar o principal problema daquele município e sanar esses gargalos. Pois tem questões que fogem da ossada do Senar, trata-se de uma decisão política. E a questão fundiária é uma delas, que só quem pode resolver são os políticos e o governo. Os deputados precisam aprovar leis que facilitem esse processo”, apontou o técnico do Senar.

Dialogando

O projeto Agrodiálogos tem por objetivo favorecer o homem do campo por meio de palestras  sobre inovações tecnológicas, educação rural, empreendedorismo, formação profissional rural, assistência técnica, organização do setor rural e participação politica. A programa visa incentivar o pequeno e médio produtor rural, para melhor empreender e fazer crescer o seu negócio. Desde abril já foram realizados seis seminários em seis municípios do Estado. O ultimo aconteceu no dia 25 de maio, em Cantanhede.

Cerca de 40 localidades do município foram representadas durante o evento, motivadas por mais conhecimento acerca do empreendedorismo e aprendizado para o seu negócio. Muitos deles encontram-se pleiteando recursos junto à crédito fundiário pelo Incra (áreas de assentamento) e linhas de crédito junto a bancos oficiais, a fim de organizar as suas produções. O Agrodiálogos tirou dúvidas e abriu perspectivas para quem participou de mais de trezentos produtores rurais que participaram do seminário.

O evento teve a organização da Senar, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e com o apoio de sindicatos, igreja católica local, associações e lideranças comunitárias rurais.