quarta-feira, 25 de abril de 2018

Punição para sócios que usam empresas em fraudes volta à Câmara


O Senado aprovou ontem (24), em votação simbólica, substitutivo ao PLC 69/2014, que estabelece regras e detalha ritos processuais para responsabilização de sócios que se utilizarem da empresa para a prática de fraudes ou atos abusivos, buscando proveito próprio. Como sofreu alterações, o projeto volta agora para nova análise da Câmara dos Deputados.
A legislação já determina a chamada desconsideração da personalidade jurídica, instituto que permite a responsabilização de sócios e administradores por fraudes cometidas pela empresa. No entanto, a lei não delimita normas e ritos para aplicação da medida, o que tem gerado indefinição e controvérsias.
Do senador Armando Monteiro (PTB-PE), o substitutivo aprovado determina que a desconsideração da pessoa jurídica poderá ocorrer quando houver má-fé dos administradores ou sócios da pessoa jurídica, e não quando com a mera “má administração”, como constava no texto aprovado pelos deputados. O relator acolheu emendas dos senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
O PLC 69/2014 explicita que os efeitos da decretação de desconsideração da personalidade jurídica não atingirão os bens particulares de sócio ou administrador que não tenha praticado ato abusivo em nome da empresa. E estabelece a necessidade de requerimento específico do Ministério Público ou da parte que postular a desconsideração da personalidade jurídica, já prevista no Código Civil, vedando ao magistrado decretar de ofício a desconsideração.
Fica vedada ao juiz a aplicação da desconsideração por analogia ou interpretação extensiva. O juiz também não poderá decretar a desconsideração da personalidade jurídica antes de facultar à pessoa jurídica a oportunidade de satisfazer a obrigação, em dinheiro, ou indicar os meios pelos quais a execução possa ser assegurada, determina a proposição.


Hotel Imperial de Imperatriz e Consad são condenados a pagar R$ 1,1 milhão


O Hotel Imperial (Franere Participações S.A.) e a locadora de mão de obra Consad (Soares & Couto Ltda) foram condenados pela justiça trabalhista a pagar, respectivamente, R$ 1 milhão e R$ 100 mil de dano moral coletivo. As duas empresas foram processadas pelo Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) por conta de irregularidades na terceirização de trabalhadores.

A Procuradoria do Trabalho de Imperatriz (MA) iniciou as investigações em 2013, após receber denúncia do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares. O inquérito civil constatou que o Hotel Imperial terceirizou serviços da atividade-fim, prejudicando 36 trabalhadores, que passaram a laborar como autônomos, sem vínculo empregatício. O Imperial Hotel ainda recusou firmar um termo de ajuste de conduta (TAC) para regularizar a situação de maneira extrajudicial, o que resultou no ajuizamento da ação civil pública em 2015 pelo MPT.

Na sentença, a juíza da 1ª vara do trabalho de Imperatriz, Liliane de Lima Silva, condenou a Franere Participações S.A. (Hotel Imperial) a pagar R$ 1 milhão de indenização por dano moral coletivo e a abster-se de contratar empresas/terceiros para realização das atividades-fim do empreendimento, sob pena de multa diária de R$ 30 mil por trabalhador prejudicado e infração verificada.

Na mesma decisão, a Soares & Couto Ltda (Consad) foi condenada a pagar R$ 100 mil de dano moral coletivo e a abster-se de fornecer ou intermediar mão de obra de trabalhadores para atividade-fim de seus contratantes. Em caso de descumprimento dessa obrigação, será aplicada multa de R$ 20 mil por trabalhador afetado e por irregularidade encontrada.

CURTAS



Ataque aos gamelas
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara promoveu nesta terça, 24, uma audiência pública para tratar sobre demarcação de terras indígenas e violação de direitos indígenas no Brasil, principalmente nos estados do Maranhão, Mato Grosso e Bahia.

Há quase um ano em maio de 2017 cerca de 30 índios Gamela, situados na região de Viana, sofreram ataques de pistoleiros ligados a fazendeiros da região. Um deles, inclusive, teve a mão decepada em meio à confusão. Lideranças indígenas cobram até hoje a punição dos responsáveis pelo ataque.

EAD da UEMA homenageado

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) foi homenageada nesta segunda, 23, na Câmara dos Deputados, em Brasília, em virtude dos 20 anos da criação do ensino à distância. A plataforma de ensino EAD da UEMA é aberta e de acordo com a Universidade possui 190 mil inscritos distribuídos em 49 países.

DEM e PCdoB juntos

A visita ao Palácio dos Leões do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), na última sexta (20), evidencia que a aliança entre os dois partidos, ao menos em nível estadual, está firme e forte. E meio que segue uma tendência à nível de Brasília. Recordar é viver: o PCdoB ano passado fechou questão em torno do nome de Maia para que o democrata presidisse a Casa, após o ex-presidente da Casa Eduardo Cunha deixar a presidência da Câmara direto para a cadeia por determinação do juiz Sérgio Moro.

Astro de Ogum fará pronunciamento ainda hoje



Num rápido encontro com jornalistas, radialistas e blogueiros que fazem cobertura sobre as atividades da Câmara Municipal de São Luís, na manhã da ultioma terça-feira, (24), o presidente da Câmara de Vereadores de São Luis, vereador Astro de Ogum (PR), anunciou para hoje a terde (25), um pronunciamento definitivo sobre a eleição para a Mesa Diretora do Legislativo.
Foi realizado uma conversa na tarde da terça (24), onde deveria haver um debate franco sobre o assunto envolvendo os vereadores e as partes envolvidas. Em sua declaração o parlamentar do PR deixou o entendimento que a eleição caminha para um desfecho. “As 16 horas de hoje, (24) deve haver um desfecho. Comunicarei ainda hoje, ou amanhã, quarta-feira às 11 horas, quando deverei fazer um pronunciamento”, completou ele.

Acerca do atual momento em que estão sendo feitas muitas especulações sobre o pleito, inclusive que está também envolto em processo de judicialização, Astro de Ogum disse que está se mantendo tranquilo, “e que diante das circunstâncias do universo político, o que está ocorrendo são práticas naturais”.

Demonstrando naturalidade sobre a provável existência de uma disputa pela direção da Câmara, o presidente do parlamento afirmou que “quem está perdendo com tudo isso não é o vereador, mas sim a população, pois acho desnecessária essa discussão, e a população está esperando é que nós possamos desempenhar o nosso papel para que fomos eleitos como vereadores para a luta pelo cidadão”.

Harmonia entre poderes

Indagado sobre a matéria ligada a eleição na Câmara está tramitando com recursos na Justiça, Astro de Ogum frisou que não sente nenhum abalo, até porque “acho se tratar de assunto interno do Poder, e sobre o Poder Judiciário entendo que está havendo e deve existir o exercício da independência e harmonia entre os poderes”.